A folia passa, as serpentinas caem e os confetes só servem para grudar nos cabelos. Dentro de mim não há folia. Os sorrisos que ainda sustento por fora me sustentam por dentro.
Ainda não contei nada do que se passa. Não contarei. Eu não me justifico.
Não faço questão de que notem a presença daquilo de mais profundo que há em mim. E os sorrisos não são de mentira, os abraços não são falsos e todo o afeto também não.
Se esconder por um tempo não é covardia. Não vale a pena ser um livro aberto e ser transparente a ponto de todos perceberem que não se está bem. As pessoas que realmente se importam, que me conhecem bem percebem no meu tom de voz ao telefone que nada está bem. Quem realmente se importa e não vê é porque fica mais fácil assim. Não se envolvendo.
Eu não sou a metade de alguém. Nasci inteira e assim continuarei. Percebi ao longo dos poucos anos que tive de experiência que ninguém nos completa quando não estamos bem sozinhos. Estar bem sozinho é de uma felicidade que não se tem tamanho. É um tempo de paz, tranquilidade e de sossego.
É aquele momento que você encontra a pessoa certa ou não encontra mais. Quando precisamos de um relacionamento para ter tranquilidade é porque não encontramos ainda aquele ponto de equilíbrio em que se encontra paz. Sabe quando seu amor próprio está acima de qualquer coisa? Aliás, como sempre deve ser.
Aí o amor vem e te mostra que alguém pode somar contigo, que pode trazer mais flores para o seu jardim e aquele brilho diferente nos olhos.
Enquanto isso não acontecer, não perca mais tempo com o que/quem não vale a pena. A vida é curta demais para gastar lágrimas e criar rugas desnecessárias.
Rugas agora, só de muito sorrir.
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