quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

- Eu Sou Mesmo Amor Latente -

' Eu ando com sede de vida, com ânsia de novo ar
com uma angústia no peito gritando para se libertar.
Ando querendo sorrisos dispersos
olhares atraentes e risos a me contagiar
Procuro ainda aqueles olhos castanhos
a inocência maliciosa na qual eles me fazem viajar
Procuro os lábios que dançam a me enfeitiçar
ando na rua a procura da mão a me guiar
Trago comigo a centelha que dará origem a fogueira
mas preciso de mais para enfim incendiar
Vejo no espelho o reflexo do que foi
e do que ainda virá
Meus olhos refletem o que a alma tenta ocultar
e meu riso silencia para não revelar
Que em mim há um segredo que não se pode desvendar
Eu sou mesmo amor latente que procura sem cessar
Um lar quente e aconchegante para enfim poder descansar

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